
Comerciantes ameaçaram protestar para exigir providência da Prefeitura. Foram 118 estabelecimentos afetados na região central.
O que parecia impossível aconteceu. No dia 23 à noite o centro de Poá foi inundado em proporções nunca antes registradas em toda sua história. As águas do Itaim atingiram algumas residências e lojas comerciais que antes ficaram fora da zona de alagamento.
A tempestade que caiu por volta das 19 horas afetou com intensidade os bairros de Guaianazes e Itaim Paulista, inundando o córrego Lageado e outros afluentes do Itaim, na região de Ferraz de Vasconcelos e zona oeste de Poá. Por volta das 20 horas o rio transbordou e as cenas já registradas por sete vezes se repetiram. Lojas comerciais do centro da cidade tiveram grandes prejuízos porque o nível ultrapassou a altura das comportas.Na quinta-feira, dia 25, comerciantes reuniram-se na Associação Comercial para debater o assunto.
Várias queixas foram levadas por comerciantes e o presidente da entidade, Angelo Biancolin, informou que irá documentar o que foi relatado e oficiar à administração pedindo providências. À princípio, a ideia era a de fechar o comércio por 15 minutos em sinal de protesto, porém o ato não foi cogitado pelos que estavam presentes. Foram colocadas questões como falta de cestos de lixo, os prejuizos materiais, e a falta de solução imediata para a questão do transbordamento do rio. Alguns comerciantes da linha de alimentos estão preocupados com a questão sanitária pois o mal cheiro deixado pela lama após a cheia, afugenta os consumidores.
Também registraram que com o medo da enchente, as pessoas estão deixando de ir ao centro para fazer compras no período da tarde.
A isenção do IPTU para os imóveis atingidos, anunciada pelo prefeito aos moradores e comerciantes foi mencionada. O jornal apurou que a lei citada pelo prefeito ainda será encaminhada à Câmara. Após aprovada será regulamentada para que todos sejam beneficiados.